quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ex-CP Carga oficializa reforço da frota

A MedLog (ex-CP Carga vai contar com mais quatro locomotivas na sua operação a partir de 2017. O contrato de aluguer operacional de longo prazo das quatro EURO 4000 a diesel foi agora assinado por Carlos Vasconcelos, Presidente do Conselho de Administração, e Bruno Silva, Diretor-Geral, em Madrid, com a empresa Alpha Trains, que as adquire ao fabricante Stadler Rail.

O anúncio de reforço de frota tinha sido feito no dia 16 de Maio, em Lisboa, no momento da apresentação da nova marca, MEDLOG.
As quatro novas locomotivas representam um investimento de cerca de 15 milhões de euros.
De acordo com Carlos Vasconcelos, este passo “está em linha com a nossa estratégia de expansão da actividade. Sendo locomotivas interoperáveis, será possível não só realizar comboios em Portugal como entre Portugal e Espanha, sem ter de mudar de tracção e, por isso, acreditamos que farão a diferença nos serviços que prestamos aos nossos clientes.”
A MedLog terá, a partir de início do próximo ano, uma frota de 68 locomotivas.
in http://www.oje.pt/ex-cp-carga-oficializa-reforco-da-frota/

fonte: http://www.railpictures.net/photo/555123/
 

Vapor volta à Linha de Leixões (ensaio/formação locomotiva a vapor 0186)

fonte: https://www.flickr.com/photos/96929214@N03/27176297041/

Recordo que o comboio histórico regressa ao Douro no próximo dia 04 de Junho. Estas marchas entre Contumil e Leixões destinaram-se a ensaios e formação.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Histórica locomotiva a vapor regressa ao Douro

fonte: http://www.railpictures.net/viewphoto.php?id=287351



A CP arranca a 04 de Junho com as viagens de comboio histórico no Douro, uma campanha marcada pelo regresso da locomotiva a vapor que foi alvo de uma “intervenção inovadora” para substituir o carvão pelo diesel.

Fonte da empresa disse hoje à agência Lusa que serão realizadas 40 viagens até 22 de Outubro, com partida da estação de Peso da Régua, distrito de Vila Real.

O programa do comboio histórico na linha do Douro arrancou no final da década de 90 com uma composição constituída pela locomotiva a vapor 0186, construída em 1925 pela Henschel & Son, e por cinco carruagens antigas em madeira.

Em 2013, a CP procedeu a um conjunto de alterações à locomotiva a vapor com o objectivo de tornar o “comboio mais eficiente do ponto de vista operacional e energético” e mais “sustentável economicamente”.

A empresa explicou que a histórica locomotiva foi alvo de uma “inovadora intervenção” de forma a “substituir a anterior logística implicada (escolha do carvão, seu armazenamento, carregamento e alimentação da caldeira), pelo simples abastecimento do diesel”.

A substituição do carvão mineral por diesel obrigou à alteração da caldeira de cobre por outra, construída em aço soldado e que tem capacidade de suportar uma maior intensidade térmica. O restante processo de produção de vapor mantém-se e é utilizado na movimentação da locomotiva.

A CP garantiu que, com esta alteração, a máquina “fica melhor adaptada às exigências energéticas e ambientais do século XXI”, já que os 1500 quilos de carvão que eram consumidos por viagem de ida e volta (Régua-Tua) são substituídos por cerca de 400 litros de gasóleo.

A nova caldeira é uma reprodução da original e permite “um funcionamento da locomotiva com menos fumo, sem cinza e sem riscos de incêndio”.

Os trabalhos de adaptação foram desenvolvidos pela Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), em conjunto com as empresas espanholas especializadas Autalem e ARMF.

Para substituir a máquina a vapor nos últimos anos, a CP recorreu a uma locomotiva diesel da década de 60 para tracionar o comboio histórico.

Apesar disso, este programa tem registado um aumento de passageiros, tendo crescido 83% em 2015.

Em 2014, viajaram no comboio histórico do Douro 6.768 passageiros e 12.412 passageiros em 2015.

A campanha em 2016 dura seis meses e proporciona viagens todos os sábados, entre 04 de Junho e 22 de Outubro, aos domingos entre 03 de Julho e 25 de Setembro, às quartas-feiras de 03 de Agosto a 31 de Agosto e no feriado de 15 de Agosto.

O comboio parte da Régua e segue até ao Tua, concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, com vista para o rio Douro e as vinhas em socalco, em pleno Património Mundial da UNESCO.

Durante todo o trajecto, haverá animação, assegurada por um grupo de cantares regionais e ainda um brinde com vinho do Porto.

A primeira paragem é efectuada na estação do Pinhão, onde os passageiros podem ver os 25 painéis de azulejo do edifício principal e ainda visitar a loja Wine House.

in http://viagens.sapo.pt/viajar/viajar-portugal/artigos/historica-locomotiva-a-vapor-regressa-ao-douro

sexta-feira, 13 de maio de 2016

CP prepara plano de contingência para o Verão na linha do Douro (título Jornal Público)

foto: http://www.railpictures.net/viewphoto.php?id=456979




CARLOS CIPRIANO in jornal Público


Atraso na entrega de automotoras espanholas obriga CP a suprimir comboios. Empresa tem vindo a usar autocarros por falta de material circulante.


A falta de material circulante a diesel na linha do Douro tem levado nos últimos dias a CP a suprimir alguns serviços, a substituir comboios por autocarros, ou a aumentar o número de paragens em circulações que eram para ser rápidas. Tudo isto somado com atrasos, numa altura em que a época alta está a começar e a procura por motivos de turismo naquela linha tem vindo a aumentar.

Na origem desta situação está o atraso na entrega de três automotoras alugadas à operadora ferroviária espanhola Renfe, que colocou a CP numa situação dramática na gestão do material circulante no Minho e no Douro. As três automotoras em falta, que só estarão disponíveis em Agosto, virão completar o lote de 20 unidades que a CP alugou à Renfe.

Nesta quinta-feira, a CP anunciou em comunicado que vai reforçar a partir de 15 de Junho o parque de material da Linha do Douro com uma automotora adicional e ainda com uma composição formada por locomotiva e carruagens. Esta última (que tem ainda acoplado um furgão gerador para fornecer energia eléctrica ao sistema de ar condicionado), pode ser aumentada com mais carruagens para responder aos picos de procura dos grupos que sobem o rio de barco e regressam ao Porto de comboio (e vice-versa).

Os grupos têm sido, precisamente, um dos segmentos aos quais a empresa tem tido dificuldade em dar resposta por causa da falta de comboios. Recentemente, uma escola de Barcelos viu recusada pela CP a venda de um bilhete de grupo para 153 alunos com destino a Caldas de Aregos (Resende), tendo o estabelecimento de ensino acabado por recorrer ao transporte por autocarro.

A falta de material circulante e o recurso ao aluguer de automotoras espanholas ocorre depois de décadas em que a empresa vendeu para sucata dezenas de carruagens, locomotivas e automotoras a diesel que desafectou do serviço comercial. À época estes actos de gestão pareciam correctos porque esperava-se que as linhas férreas fossem electrificadas, mas tal não veio a acontecer e a CP ficou sem material que ainda poderia durar mais umas décadas.

Ainda assim, a empresa possui dezenas de carruagem de reserva, que não estão a ser utilizadas e que acabam por se degradar, aumentando os seus custos de recuperação caso sejam chamadas ao serviço. Foi o que aconteceu com o Comboio do Vinho do Porto, composto por carruagens quase panorâmicas destinadas a fazer percursos no Douro e cuja modernização custou um milhão de euros. Hoje este comboio jaz num ramal de Contumil sujeito a vandalização.

A CP não nega estas limitações e diz, no mesmo comunicado, que “recorre diariamente a toda a sua capacidade humana e recursos materiais para ultrapassar as dificuldades e garantir o transporte das populações, ainda que com recurso a soluções que, por vezes, não correspondem às expectativas, nem dos clientes, nem da empresa”.

Outro dos problemas desta linha são as carruagens grafitadas, o que é particularmente grave quando o motivo da viagem é turístico e não se consegue apreciar a paisagem através das janelas cujos vidros estão pintados. Questionada pelo PÚBLICO, a CP diz que “já estão identificados os pontos críticos da infra-estrutura onde estes actos [graffitagem] ocorrem com mais frequência e está-se a procurar formas de reforçar os meios de vigilância dentro das disponibilidades existentes”.

Takargo quer alugar locomotivas que a CP condenou ao abate (título do Jornal Público)

foto: https://www.flickr.com/photos/valeriodossantos/8238709779/


CARLOS CIPRIANO in Jornal Público



Empresa privada quer usar duas máquinas da CP, que já estão desafectadas, para rebocar comboio de jet fuel de Sines para Loulé.

A Takargo, empresa ferroviária de transporte de mercadorias do grupo Mota Engil, quer alugar à CP duas locomotivas eléctricas que já estão desafectadas do serviço comercial. Trata-se de duas máquinas da série 2600 que a transportadora pública deixou de usar porque não ultrapassam os 160 quilómetros por hora (os Intercidades atingem todos 200 quilómetros por hora, com excepção do da Beira Baixa) e porque a empresa, com a privatização da CP Carga, já não faz comboios de mercadorias.

A empresa tem assim encostadas cerca de 20 locomotivas, algumas das quais consideradas reserva e outras a caminho do abate. Mas mesmo as que são reserva, como estão paradas e não costumam circular em operações de manutenção, acabam por se deteriorar ao nível mecânico e eléctrico. E perdem também os certificados de homologação, tornando-se depois dispendioso voltar a certificá-las. O resultado, de acordo com a prática recente da empresa, é o abate para sucata.

Estas locomotivas datam dos anos 70 e 80 e estão aptas a rebocar comboios durante mais duas décadas. Em França circulam ainda cerca de 40 em comboios de passageiros e de mercadorias.

A Takargo, cuja frota é composta unicamente por locomotivas a diesel, quer agora alugar à CP duas máquinas 2600 que pretende afectar ao comboio que transporta o jet fuel para o aeroporto de Faro desde a refinaria de Sines. O percurso até ao Algarve é todo feito em via electrificada.

A utilização destas locomotivas será, contudo, uma gota de água no aproveitamento de material ferroviário em estado de circulação que a CP tem mandado abater. Neste momento, a empresa tem à venda um lote de 91 veículos para transformar em sucata que incluem carruagens e automotoras em estado de marcha, mas que a empresa não necessita para o seu serviço.

Os sucessivos abates de comboios têm, aliás, levantado protestos de alguns entusiastas da ferrovia que, através de petições e em blogues, criticam esta destruição pois consideram alguns veículos património histórico que poderia ser usado em museus ou em comboios turísticos, e porque outros estão em estado de circulação e poderiam ser utilizados após pequenas reparações. A CP, porém, tem 20 automotoras alugadas a Espanha pelas quais paga mais de cinco milhões de euros por ano.

A transportadora pública tem sido pouco transparente nos processos de abate. Em Fevereiro do ano passado, adjudicou à Reciclagem Sucatas Abrantina o abate de 15 automotoras UTD num total de 45 veículos, que foram transformadas em sucata nas oficinas de Guifões (Porto).

Perante a recusa da CP em divulgar o valor dessa venda, o PÚBLICO requereu o acesso ao contrato, tendo a empresa recusado a sua divulgação. Após uma queixa à CADA (Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos), que deu razão ao PÚBLICO por considerar que se tratava de um documento administrativo, a transportadora pública foi adiando a sua entrega o que inviabilizou o recurso ao tribunal em tempo útil.

O PÚBLICO apurou entretanto que cada tonelada de material ferroviário vendida para sucata está estimada em 226 euros, pelo que as 15 automotoras (que pesam 150,7 toneladas cada) abatidas no Porto terão gerado receitas para a CP no valor meio milhão de euros.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Comboio Presidencial na Linha do Douro



Passeio exclusivo no comboio presidencial vai ter almoço preparado pelo restaurante Michelin do Algarve.

Uma viagem de comboio pelo Douro já era bom, mas se a isso juntarmos um almoço preparado por um restaurante com duas estrelas Michelin ainda fica melhor. Entre abril e maio de 2016, o restaurado comboio presidencial vai realizar dez viagens pela linha do Douro onde será servido um almoço preparado por Dieter Koschina, chef do Vila Joya, restaurante com duas estrelas Michelin no Algarve.


As datas ainda não estão definidas, mas as reservas já podem ser feitas no site— há um limite de 60 pessoas por cada dia. O menu de degustação é composto por quatro pratos e é harmonizado com vinhos premiados da Niepoort e Taylors. O preço da viagem é de 350€ por pessoa.


O comboio presidencial sai da estação de São Bento, no Porto, pelas 11h45 e tem como destino a estação do Pinhão, perto de Vila Real. Pelo meio é servido o almoço. Antes do regresso há uma prova de vinhos do Porto na Quinta da Roêda. Na viagem de volta há também oportunidade de experimentar algumas sobremesa do chef Dieter Koschina. A chegada a São Bento está prevista para antes das 19 horas.

O comboio presidencial foi utilizado pelos chefes de estado entre 1910 e 1970. Depois de ter sido restaurado num projeto do Museu Nacional Ferroviário, voltou a circular em 2014 em algumas viagens turísticas. O comboio é composto por seis composições onde se inclui o salão do restaurante e o salão dos ministros, que foram decorados à imagem do que era aquele espaço na década de 70.


in http://www.nit.pt/article/11-12-2015-vila-joya-serve-refeicoes-no-douro

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Comboios de passageiros regressam à linha do Leste mas só ao fim-de-semana (título do jornal Público)



CARLOS CIPRIANO 17/09/2015 - 12:25
Protocolo entre CP e municípios do Alto Alentejo prevê circulações às sextas e domingos entre Entroncamento e Portalegre.

Quase quatro anos depois de ter encerrado o serviço de passageiros na linha do Leste, a CP vai realizar comboios às sextas e domingos entre Entroncamento e Portalegre. O objectivo é servir a mobilidade de fim-de-semana de centenas de estudantes do Politécnico daquela cidade, bem como militares da Escola Prática da GNR e ainda estudantes de Alter do Chão e alunos da escola de pilotos de Ponte de Sôr.

A CP assina nesta sexta-feira um protocolo com municípios do Alto Alentejo no qual se compromete a realizar durante seis meses este serviço de fim-de-semana, que visa sobretudo transportar pessoas para o eixo da linha do Norte a norte do Entroncamento. Em contrapartida, a câmara de Portalegre, cuja estação está longe da cidade, assegura o transporte em autocarro à hora da partida e chegada dos comboios.

O serviço vai vigorar durante seis meses devendo depois ser reavaliado para se saber se vale a pena continuar.

A linha do Leste, entre Entroncamento e Elvas, encerrou ao serviço de passageiros em Janeiro de 2011 por ordem do actual governo, na sequência do PET (Plano Estratégico de Transportes). Na altura a CP dizia que viajavam por ano 28 mil pessoas neste eixo e que tinha um prejuízo anual de 1,2 milhões de euros.

No entanto, apesar do mau serviço, assegurado por automotoras velhas, a linha de Leste constitui uma alternativa para quem de Elvas, Portalegre e Ponte de Sôr pretende viajar para o Centro e Norte do país. De autocarro a viagem é mais cara e mais longa pois a maioria das ligações implica “descer” a Lisboa para mudar de autocarro e depois “subir” para norte.

Foi isto que pensou a câmara de Portalegre e a CCDR do Alentejo quando há um ano e meio contactaram a CP para reatar o serviço de passageiros nesta linha. Com boas ligações no Entroncamento aos intercidades e alfa pendulares para norte, o modo ferroviário pode ser a melhor opção para chegar a Coimbra, Aveiro, ou Porto.

Os horários que estão a ser estudados pela CP prevêm que de Portalegre ao Porto se demore cerca de quatro horas e para Coimbra três. De autocarro demora-se o dobro do tempo. E de carro, podendo ser um pouco mais rápido, é seguramente muito mais caro.

O calcanhar de Aquiles deste novo serviço é o material circulante. A CP só dispõe das velhas automotoras Allan - compradas nos anos 50 e modernizadas nos anos 90, mas já em fim de vida útil – que irão circular em grupos de duas. O objectivo não é tanto aumentar a capacidade de lugares sentados, mas assegurar que, em caso de avaria (que são frequentes), uma possa rebocar ou empurrar a outra.

O arranque do serviço está marcado para 25 de Setembro, já com uma semana de atraso em relação ao inicialmente previsto, a fim de coincidir com o início do ano lectivo.

O caminho mais rápido para Espanha
Construída em 1863 entre Lisboa e Elvas (ainda antes do comboio chegar ao Porto), a linha do Leste foi a primeira ligação ferroviária para Espanha, tendo tido um importante papel no tráfego de mercadorias e de passageiros. Foi durante mais de cem anos a principal via de acesso do Alto Alentejo ao resto do território e por ela chegou a circular, em meados do século XX, o expresso nocturno entre Lisboa e Sevilha.

O tráfego de passageiros, contudo, foi diminuindo à medida que a região se desertificava, acabando a CP por cortar as ligações directas a Lisboa e reduzir a oferta a duas automotoras diárias entre Badajoz e Entroncamento, que acabaram em Dezembro de 2011.

A linha mantém-se, contudo, aberta para mercadorias, nela circulando entre seis a nove comboios diariamente, o que obriga a Refer (agora designada Infraestruturas de Portugal) a manter a linha operacional e as estações guarnecidas.

in http://www.publico.pt/local/noticia/comboios-de-passageiros-regressam-a-linha-do-leste-mas-so-ao-fimdesemana-1708083

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Passeio Badajoz-Entroncamento (29 Agosto 2015)

Como previsto, realizou-se no dia 29 de Agosto de 2015 um passeio promovido pela AAFSMZ - Associacio de Amigos del Ferrocarril de La Serena Merida e Zafra entre Badajoz e o Entroncamento. O objectivo deste passeio foi o de promover a reabertura da Linha do Leste ao serviço de passageiros.
Para a realização do passeio, a CP disponibilizou uma automotora da série Allan 0350.




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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

CP vai alugar comboios para reforçar frota em 2016 (notícia jornal Económico)

... e na sequência desta notícia:

Após 23 meses consecutivos com subida de passageiros, a transportadora quer aumentar oferta.

A CP está a estudar o aluguer de comboios a outros operadores europeus para reforçar a frota em 2016 e fazer face ao aumento do número de passageiros que se tem verificado nos seus serviços de forma consecutiva nos últimos meses. O ‘leasing' é uma das modalidades possíveis, mas não é única alternativa, assegurou fonte próxima do processo ao Diário Económico.

Além de esbarrar com os conhecidos constrangimentos orçamentais, a encomenda de novo material circulante não resolve a situação de crescimento constante da procura, porque novas locomotivas e comboios demoram, em média, três a quatro anos a ser fornecidos, o que inviabiliza essa opção de solucionar este problema a curto prazo.

Com efeito, os serviços de comboios de longo curso da CP, incluindo os comboios Alfa, os Intercidades e o serviço internacional, registaram mais 5% de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano face ao período homólogo do ano passado. De acordo com as informações recolhidas junto da transportadora ferroviária nacional, no período em análise, estes comboios de longo curso transportaram um total de 3,1 milhões de passageiros.

Apesar de mais ligeiro, o crescimento de passageiros da CP nos primeiros sete meses deste ano também se verificou noutros serviços. Nos comboios urbanos de Lisboa, foram transportados mais de 44 milhões de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano, o que representou um crescimento de 2,4% face aos primeiros sete meses do ano passado.

Nos comboios urbanos do Porto, o comportamento foi idêntico: foram transportados 11,6 milhões de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano, mais 2,5% que no período homólogo do ano transacto.
A CP registou igualmente um crescimento de passageiros no serviço regional, mas aqui de forma quase residual. A empresa pública liderada por Manuel Queiró transportou mais 23 mil passageiros nos comboios regionais no período em apreço, passando de 6,074 milhões de passageiros para 6,097 milhões de passageiros.

No total, a CP transportou cerca de 65 milhões de passageiros entre Janeiro e Julho deste ano, mais 1,5 milhões de passageiros do que no período homólogo de 2014, o que representou uma subida de 2,3%. Com estes dados, a transportadora ferroviária nacional assegura que se encontra no 23º mês consecutivo de aumento do volume de passageiros, um período de alta que se iniciou em Setembro de 2013.

A CP sublinha que só relativamente ao mês de Julho, o volume de passageiros ultrapassou os 9,5 milhões, o que traduziu uma subida de 2,1% em comparação com o mês homólogo do ano passado.
Um destaque especial merece o serviço dos comboios Alfa, que teve em Julho o melhor desempenho de sempre, com mais de 194 mil passageiros transportados, um aumento de 7,2% face ao período homólogo de 2014.

in http://economico.sapo.pt/noticias/cp-vai-alugar-comboios-para-reforcar-frota-em-2016_226798.html

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Alfa Pendular bate recorde de passageiros em Julho (notícia jornal Económico)

fotografia @ facebook


Nos primeiros sete meses do ano, viajaram nos comboios da CP cerca de 65 milhões de passageiros, mais 2,3% do que em igual período do ano passado.

Julho foi, de acordo com a CP - Comboios de Portugal, o melhor mês de sempre para o Alfa Pendular, com o serviço a bater recordes ao transportar mais de 194 mil passageiros num mês, com um crescimento de 7,2% relativamente a igual período do ano passado.

A CP registou em Julho o 23.º mês consecutivo de crescimento, tendo transportado nos primeiros sete meses do ano cerca de 65 milhões de passageiros, mais 2,3%, ou 1,5 milhões de pessoas, que em igual período do ano passado. "Só no mês de Julho, o volume de passageiros ultrapassou os 9,5 milhões, um crescimento de 2,1% face ao mesmo mês de 2014", escreve a empresa em comunicado.

O maior crescimento registou-se nos comboios Urbanos de Lisboa, onde viajaram 6,47 milhões de pessoas, seguindo-se o serviço de Urbanos do Porto, com 1,59 milhões de passageiros. Os serviços Regionais cresceram 4,8%, com mais de 905 mil passageiros.

As receitas de tráfego acompanharam o crescimento do número de passageiros, avançando 4,2% em Julho e 2,7% no acumulado dos primeiros sete meses do ano.

"A elevada procura registada nos meses de verão tem levado a empresa a trabalhar no máximo da sua capacidade, sendo que os reforços da oferta têm apresentado taxas de ocupação muito próximas dos 100%. Face ao aumento consistente e continuado da procura, estão em estudo soluções para reforçar a sua frota já em 2016", lê-se no mesmo documento.

in http://economico.sapo.pt/noticias/alfa-pendular-bate-recorde-de-passageiros-em-julho_226773.html

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Locomotiva 1805 regressa ao Entroncamento



Homologada desde 10 de Julho de 2014 com o apoio da EMEF, a locomotiva 1805 será pintada e colocada apta para circular, no âmbito do contrato recentemente assinado com a empresa inglesa Heritage Traction Rail Services.
Fazendo parte de uma série de dez unidades (série 1801 a 1810), entrou ao serviço em 1968. Construídas pela companhia The English Electric, com motores diesel do mesmo fabricante, vieram modernizar o parque de material trator da CP, satisfazendo as necessidades que então existiam no que dizia respeito ao tráfego tanto de passageiros como de mercadorias.
A locomotiva já se encontra no Museu Nacional Ferroviário, com o apoio da CP Carga.
in https://www.facebook.com/Fundacao.Museu.Nacional.Ferroviario

Nota: a locomotiva diesel 1805 viajou, na passada semana, de Contumil para o Entroncamento a reboque de um comboio de mercadorias. Espera-se que fique apta para o serviço em linha, de forma a efectuar comboios turisticos.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve XIII

Lisboa sem metro

É já a sexta greve, este ano, no Metro de Lisboa. Hoje não há composições a circular.

A circulação está suspensa desde as 23:20 e vai ser retomada só amanhã às 6:30.

Os trabalhadores contestam a subconcessão da empresa, decidida pelo Governo.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje que a greve dos trabalhadores no Metropolitano de Lisboa confirma a "intolerância" e "incapacidade" do Governo para discutir com os sindicatos e resolver o problema.

"Esta greve confirma, mais uma vez, a intolerância e a incapacidade do Governo para se disponibilizar a discutir com os sindicatos a possibilidade de se resolver o problema", disse à agência Lusa Arménio Carlos.

Os funcionários do metro de Lisboa iniciaram hoje às 00:00 uma greve contra a subconcessão e a reestruturação da empresa.

O Metropolitano de Lisboa vai ter a circulação suspensa até às 06:30 de quarta-feira.

"Estamos a assistir a uma atitude prepotente do Governo, que procura a todo o custo passar esta empresa, que é estratégica para a própria cidade, para as mãos da iniciativa privada, pagando-lhe ainda para tomar conta da gestão", salientou o secretário-geral da central sindical.

A greve de hoje é a sexta greve realizada pelos trabalhadores este ano.

"É uma luta para defender os direitos dos trabalhadores, para defender os serviços públicos, a empresa pública, mas acima de tudo para defender o direito ao transporte social", concluiu Arménio Carlos.
in http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-05-26-Lisboa-sem-metro

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... e é uma luta contra os passageiros, únicos prejudicados com esta forma de luta!

sábado, 2 de maio de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve XII

Greve dia 19 de Maio no Metro de Lisboa

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam no próximo dia 19 uma greve de 24 horas.
 
A greve de 24 horas foi confirmada à Lusa por José Manuel Oliveira, coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa têm levado a cabo vários tipos de luta, desde a realização de plenários e de marchas até greves, em luta contra a subconcessão da empresa.

De acordo com José Manuel Oliveira, "a greve do dia 19 vai substituir a do dia 12, porque o pré-aviso para a greve do dia 12 estava mal elaborado".

Nota: não deixa de ser caricato que, o sindicato que mais greves convoca, se tenha enganado no pré-aviso ....

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve XI

O Metropolitano de Lisboa e a rodoviária Carris vão fazer greves de 24 horas contra a subconcessão das empresas a 12 e a 14 de Maio, respetivamente, revelaram fontes sindicais.
A 12 de Maio o Metropolitano de Lisboa pára 24 horas em protesto contra a subconcessão da empresa prevista pelo Governo, revelou Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans). O Metropolitano agendou ainda outra greve, mas parcial, para a próxima terça-feira, entre as 06:30 e as 10:00.
Paulo Gonçalves, da Comissão de Trabalhadores da Carris, confirmou que foi entregue um pré-aviso de greve de 24 horas para 14 de Maio, último dia para apresentação de propostas pelos interessados em concorrer à subconcessão da empresa. De acordo com o membro da CT da Carris, que já teve acesso ao caderno de encargos, de fora desta subconcessão ficam os eléctricos, os elevadores e os ascensores.
"O caderno de encargos é omisso em relação a esta matéria. Para já, pensamos nós que devem ficar no âmbito da Carris, que não vai desaparecer", disse, salientando o potencial turístico dos eléctricos e ascensores de Lisboa.
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, anunciou no final de Fevereiro que a subconcessão das operações do Metro de Lisboa e da Carris deverá estar concluída até ao final de Julho. A Carris e o Metro têm uma administração comum desde o início do ano, que partilham ainda com a Transtejo/Soflusa, mas esta última ficou fora desta proposta de concessão.
in Económico

Actualização:
Os comboios do Metro de Lisboa poderão ficar paralisados durante a greve de terça-feira. Os serviços mínimos decretados não obrigam a circulação.
O Conselho Económico e Social (CES) decretou esta sexta-feira, 24 de Abril, serviços mínimos de segurança e manutenção para a greve parcial de terça-feira, 28 de Abril, dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.

A decisão do tribunal arbitral do CES prevê que "serão assegurados os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações", sendo que "tais serviços consistirão, concretamente, entre as 06:00 e as 09:30, na afetação, ao Posto de Comando Central, de três trabalhadores (um inspector de movimento, um encarregado de movimento e um encarregado de sala de comando e de energia)".

"Não serão fixados serviços mínimos relativamente à circulação das composições", lê-se na decisão divulgada no 'site' da CES.

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa realizam na terça-feira uma greve parcial, entre as 06:30 e as 10:00.

Entretanto, hoje foi anunciada uma greve de 24 horas, contra a subconcessão da empresa, para 12 de Maio.

in Jornal de Negócios

quinta-feira, 23 de abril de 2015

“Comboio do Cante” entre Lisboa e a Ovibeja (02/05/2014)


A 32ª Ovibeja vai ser de homenagem ao Cante Alentejano sendo que, das mais de duas mil pessoas que vêm cantar à feira, mais de 600 vão chegar no “Comboio do Cante”.

Sob o lema “O Nosso Cante” vão ocorrer várias iniciativas durante todos os dias da feira, de 29 de Abril a 3 de Maio. O ponto alto da homenagem ao Cante acontece no dia 2 de Maio, sábado, em que vão entrar na Ovibeja mais de dois mil cantadores, de 105 grupos corais, para ecoarem em uníssono 5 modas. Os cantadores provenientes da zona da grande Lisboa vem no “Comboio do Cante” que vai transportar entre Lisboa e Beja mais de seis centenas de pessoas numa parceria entre a CP – Comboios de Portugal e a Comissão Organizadora da Ovibeja. O Comboio é fretado exclusivamente para o Cante na Ovibeja e parte da primeira estação, Lisboa Oriente, às 07h50, vai parando nas várias estações e tem chegada prevista a Beja por volta das 11h00.

O cante partilhado entre todos os homens e mulheres com raízes no Alentejo acontece às 16h00, no Pavilhão Multiusos, e tem como alinhamento “Alentejo, Alentejo”; “Dá-me uma gotinha de água”, “Ao passar a ribeirinha”, “Castelo de Beja”, e “Alentejo és nossa terra”.
in Praça da República
foto: google/flickr

Nota 1: uma carruagem Corail tem capacidade para 88 passageiros. Para transportar 600 passageiros são necessárias 7 carruagens.
Nota 2: O comboio tem partida marcada de Lisboa Oriente às 7:50, chegando a Casa Branca às 9:25. Aqui será efectuada a troca de locomotiva, estando a partida prevista para as 10:15. A chegada a Beja será às 11:08. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Google vai filmar viagens em linhas férreas portuguesas


CARLOS CIPRIANO 21/04/2015 - 08:30

Depois dos caminhos-de-ferro transalpinos da Suíça, a linha do Douro será a primeira a ser filmada utilizando o conceito de Street View da Google. A viagem nas linhas de Cascais, do Norte e do Oeste também vai ser registada desta forma.

Ter a perspectiva que o maquinista do comboio sente ao ver a linha desfilar à sua frente, com a sucessão de curvas e contracurvas, as pontes, os túneis, as passagens de nível, as estações, as agulhas, vai ser possível, com imagens de grande resolução da Google, que vai aplicar o conceito de Street View ao ambiente ferroviário.

A empresa vai desenvolver em Portugal um projecto que ainda só teve uma primeira experiência nos caminhos-de-ferro suíços e que consiste em colocar uma câmara de 360 graus numa composição ferroviária e percorrer uma linha férrea de ponta a ponta, recolhendo as imagens tal como se estivesse na cabine da locomotiva. Imagens que, neste caso, serão até mais amplas porque, quer no Google Maps quer no Google Earth, os utilizadores poderão também ter uma perspectiva circundante da paisagem.

O projecto é um bom exemplo de cooperação entre empresas do sector ferroviário. A CP disponibiliza uma locomotiva, a CP Carga fornece um vagão onde será instalada a câmara e um operador, e a EMEF (empresa de manutenção da CP) procede à adaptação do material circulante e montagem do equipamento. A Refer, que também é parceira neste empreendimento, prescinde de cobrar a taxa de uso (portagem ferroviária) pela passagem deste estranho comboio pelas suas linhas.



A linha do Douro, entre o Porto e o Pocinho, será a primeira a ser percorrida, devendo as filmagens terem início na próxima quinta-feira, 23 de Abril. A linha de Cascais também está na lista, tendo em conta, também, o seu potencial turístico e enquadramento paisagístico. Mas o projecto incluiu ainda a linha do Norte e a linha do Oeste (entre Lisboa e Figueira da Foz e Coimbra).

No total das quatro linhas, serão mais de 700 quilómetros percorridos em 13 dias à vertiginosa velocidade de… 30 quilómetros por hora.

O projecto envolve a Google Polónia, Google Espanha, Google Suíça e Google Portugal. Técnicos estrangeiros desta empresa vão estar no Porto e na linha do Douro para dar formação e proceder à montagem do equipamento, decorrendo depois as filmagens por conta de pessoal da CP.

Pôr em circulação o “comboio da Google” não se tem revelado fácil devido à rígida regulamentação ferroviária, que não foi pensada para uma composição deste tipo. Por exemplo, o normal é que as locomotivas reboquem os vagões ou as carruagens, em vez de os empurrar. Mas neste caso os percursos terão de ser percorridos com um vagão empurrado por uma máquina, situação que obriga a autorizações especiais emanadas do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Na Suíça, a solução encontrada foi também a colocação de um vagão à frente de uma locomotiva que percorreu os 130 quilómetros da Ferrovia Retica, umas das linhas de caminho-de-ferro mais espectaculares do mundo, na qual circulam os famoso comboio turístico Bernina Express. A Google registou em 360 graus a viagem por esta arrojada obra de engenharia através dos Alpes, com viadutos de cortar a respiração e túneis que rompem as montanhas para desembocar em pontes em curva que atravessam precipícios. Não é por acaso que esta via-férrea é considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

A extensão desta experiência à linha do Douro coloca o “train view” da Google também numa zona que é Património Mundial da Humanidade, podendo as imagens ser utilizadas na promoção do turismo da região. O mesmo poderá acontecer com a viagem entre o Cais do Sodré, em Lisboa, e Cascais, à beira rio e à beira mar.

Após as filmagens, será necessário esperar ainda três meses para que estas estejam disponíveis “online”, pois é necessário editá-las, eliminando rostos e matrículas de automóveis, para respeitar as políticas de privacidade.

Só depois será possível ao utilizador sentir-se maquinista de um comboio visualizando o percurso tal como se estivesse na cabine da locomotiva.

Esta experiência não é só apreciada pelos entusiastas dos caminhos-de-ferro. Na Alemanha é tão popular que os próprios caminhos-de-ferro dispõem de um canal de televisão – a Bahn TV – que mostra imagens de praticamente toda a rede ferroviária. Não são a 360 graus e resultam da simples instalação de uma câmara numa locomotiva, mas têm tido, ainda assim, um grande sucesso.

in jornal Público
foto: flickr via google

Actualização [23-Abril-2015]


Estação de S. Bento (23/04/2015) José Coelho / Lusa



CP reduz preço das viagens com transbordo (título do jornal Público)


Quer viajar de Coimbra para a Régua? De Lisboa para Portimão? De Leiria para o Porto? De Santarém para Vilar Formoso? Em qualquer destes percursos não há viagens directas, pelo que o passageiro é obrigado a fazer transbordo entre um comboio regional e um comboio de longo curso (Alfa ou Intercidades). Até agora a CP castigava os seus clientes obrigando-os a pagar o somatório das várias viagens como se, em cada transbordo, se iniciasse uma nova viagem. Isto penalizava quem tinha de apanhar mais do que um comboio, ao contrário das viagens que eram directas, tornando desinteressante o uso do transporte ferroviário.

A CP acordou para este problema e decidiu agora “lançar preços integrados nas deslocações envolvendo comboios longo curso com complemento de viagem em regional”, de acordo com fonte oficial da empresa. No novo tarifário a transportadora faz 65% de desconto no preço das viagens em comboios regionais que dão ligação aos Alfas ou Intercidades. Um desconto, porém, que é limitado a um máximo de 25% do valor final da viagem, mas que, ainda assim, permite agora viajar sobre carris a preços mais em conta.

Por exemplo, de Coimbra para a Régua paga-se agora 18,25 euros em vez dos 22,80 euros anterior. E de Lisboa para Portimão a viagem custa 21,25 euros em vez de 25,15 euros. De Viana do Castelo a Lisboa paga-se agora 26,80 euros (e não 31,40 euros) e de Santa Apolónia para o Pocinho a CP só cobra 29,95 euros em vez dos anteriores 37,45 euros.

A empresa assume que “prossegue a sua política de potenciar o efeito da rede do transporte ferroviário em Portugal” e diz que é “o único operador nacional de transporte de passageiros que reúne condições para proporcionar uma efectiva rede de serviços de viagem que se complementam ao longo do país”.

Trata-se de uma política que inverte a tendência das últimas décadas desde que, em 1998, durante o governo socialista de Guterres, o então presidente da CP, Crisóstomo Teixeira, segmentou a CP em unidades de negócios que ficaram, como referiu, “a um passo da escritura”. Essas “mini CP” acabariam por nunca ser privatizadas, mas criou-se o hábito de trabalharem de costas voltadas, cada um com recursos próprios e com a gestão do seu negócio.

O resultado disso foi a perda de uma visão global da gestão da empresa e o fim do efeito de rede que é uma das principais vantagens do transporte ferroviário.

Curiosamente, é agora durante um governo PSD/CDS, com um presidente da CP, Manuel Queiró, próximo do CDS, que a empresa pública regressa ao caminho da integração. A transportadora já tinha juntado, em termos operacionais, o longo curso e o serviço regional e, há dois anos, criara tarifas mais baratas para viagens que implicassem apanhar o Alfa Pendular e o Intercidades.

O próximo passo para tirar partido do efeito da rede é a redução dos tempos de espera nos enlaces entre comboios. A empresa está a estudar melhores correspondências em Lisboa Oriente, Porto Campanhã, Coimbra, Tunes e Faro. O objectivo é que os clientes não tenham de esperar mais de meia hora para poder apanhar o comboio seguinte, reduzindo assim o tempo total das viagens.

A CP criou artificialmente “fronteiras” que não têm qualquer justificação técnica e que obrigam os passageiros a mudar de comboio. Uma é Aveiro, onde termina o serviço regional e os clientes têm de apanhar um suburbano para seguir para o Porto. O mesmo acontece em Nine (na linha do Minho) e em Caíde (na linha do Douro). Na Guarda os comboios da Beira Alta ficam-se por ali e já não seguem directos a Vilar Formoso. Nas Caldas da Rainha, a meio caminho entre Lisboa e Coimbra, a oferta da CP obriga a um transbordo que não se compreende. E Faro é fronteira entre o Sotavento e o Barlavento algarvio quando durante, mais de cem anos, os comboios iam directos de Vila Real de Santo António para Lagos. Setúbal e Barreiro ficaram sem comboios de longo curso e é preciso ir apanhá-los ao Pinhal Novo.

Estes transbordos desencorajam o uso do transporte ferroviário, mas a empresa, para já, só espera reduzir os tempos de espera em vez de os eliminar. 

in Público

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve X

Greve de sexta-feira no Metro de Lisboa foi suspensa
15 Abril 2015, 20:35 por Lusa

Os sindicatos representantes dos funcionários do Metropolitano de Lisboa decidiram suspender a greve de sexta-feira, depois de o tribunal arbitral do Conselho Económico e Social ter decretado serviços mínimos durante a paralisação.
"Verificámos que não existem condições para efectuar o transporte em segurança, motivo pelo qual suspendem a greve" da próxima sexta-feira, referem esta quarta-feira os sindicatos representantes dos funcionários, num comunicado enviado à agência Lusa.

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) decretou terça-feira serviços mínimos para a greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcada para sexta-feira.

No comunicado, os sindicatos, que estiveram reunidos hoje para analisar a decisão do tribunal arbitral, decidiram também realizar um Plenário Geral de Trabalhadores no dia 22 e marcar um novo período de greve para o dia 28.

Representam os funcionários do metro da capital portuguesa, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, Sindicatos dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano, Sindicatos dos Trabalhadores da Manutenção do Metropolitano de Lisboa e do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes.

Os sindicatos alertam também para "a curiosidade" de o tribunal arbitral do Conselho Económico Social "ser presidido por um juiz que faz parte integrante de um dos maiores escritórios de advogados, PLMJ, fundado por Miguel Júdice". "O referido escritório está contratado pela Administração do Metropolitano de Lisboa para assessorar o processo de subconcessão em curso", acusam os sindicatos.

No comunicado, os representantes dos funcionários do metro de Lisboa sublinham que ao tribunal arbitral se "exige imparcialidade".

Na terça-feira passada, o tribunal arbitral do CES decretou também serviços mínimos para as greves de dia 10 de Abril dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, bem como da rodoviária Carris, o que, no caso do Metropolitano de Lisboa, levou os sindicatos representativos dos trabalhadores a adiarem uma semana, para o dia 17 de Abril, a greve de 24 horas.

Na altura, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), explicou que o adiamento de uma semana estava relacionado com a falta de segurança devido à obrigatoriedade de serviços mínimos decretados pelo CES.

"As organizações sindicais do Metropolitano reuniram, ponderaram as questões que tinham nesta altura em cima da mesa e acharam que não estão reunidas as condições de segurança quer para os utentes quer para os trabalhadores", disse, então, a sindicalista.

Já em Novembro passado, o tribunal arbitral decretou, para uma outra greve do Metro, que deveria ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Na altura, a Fectrans decidiu manter a greve, mas aconselhou os trabalhadores a cumprirem o horário de trabalho, de modo a garantirem a segurança dos utentes daquele transporte público.




Os sindicatos representativos dos trabalhadores do ML, que estiveram reunidos ontem, onde analisaram o último acórdão do CES, bem como os problemas concretos que se prendem com a restruturação em curso e o processo de privatização que o Governo quer a todo o custo concretizar, decidiram:
- Denunciar o facto de o acórdão - que deveria primar por uma total imparcialidade - ter sido proferido por um juiz presidente sócio de um dos maiores escritórios de advogados do país, PLMJ (cujo fundador é o Dr. Miguel Júdice), escritório esse que está contratado pelo CA do ML, para assessorar todo o processo de subconcessão em curso, (mesmo que nos venham dizer que não pertence a esta área de negócios, não poderão afirmar de certeza que não vai receber os lucros);

- Denunciar o facto de o acórdão contradizer a Constituição da República Portuguesa, permitindo excluir trabalhadores de exercer o direito à greve;

- Dar a palavra aos trabalhadores já no dia 22, para que possamos decidir futuras posições a tomar nesta reta final da nossa luta, de forma consequente e eficaz;

- Informar que no imediato temos um segundo momento de luta já marcado, para o próximo dia 28 (uma greve Parcial, cujo sorteio de árbitros está marcado já para amanhã);

- Por último suspender a greve do próximo dia 17, com o compromisso de todos os sindicatos que será a última vez que assumiremos a defesa da segurança em substituição dos responsáveis da empresa, e os que são permeáveis ao poder político e económico.

Nota: decisão do CES referente a serviços mínimos (25% de circulações em todas as linhas)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Banalização da Greve (Metropolitano de Lisboa e CP)


Greves estão a perder impacto, diz ex-líder da UGT

“Entendo que os sindicatos não deveriam declarar a greve pela greve e alguns fazem-no”, afirma João Proença em entrevista à Renascença. Muitas vezes, no dia seguinte, os trabalhadores sentem que “nada é diferente”.

O antigo secretário-geral da UGT João Proença considera que as greves começam a ser banalizadas e estão, por isso, a perder impacto. 

"As greves continuam a ser a forma de luta por excelência dos sindicatos, mas, de facto, foram perdendo o seu impacto perante a opinião pública e perante os governos", admite. 

"Às vezes, governos que até pretendem reduzir os custos na administração pública dá a ideia que vêem as greves com despreocupação e os trabalhadores perdem um dia de salário", acrescenta o assessor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

João Proença defende, por isso, que os sindicatos "não deveriam declarar a greve pela greve". Parece que "não têm um objectivo concreto a atingir" e, assim, a luta não é tão forte como deveria ser. 

Nesta entrevista à Renascença, o antigo sindicalista diz ainda que a opinião pública é cada vez mais indiferente às greves, pelo que "os sindicatos têm de produzir as greves de uma maneira mais consequente". 

Quanto às greves gerais, já foi tempo em que foram bem sucedidas – "por exemplo, em 1988" – mas hoje "muitas vezes, não atingem os seus objectivos", que "pelo número de trabalhadores que adere", quer "por sentirem que, no dia seguinte, nada muda, nada é diferente". 

Apesar de tudo, acrescenta, é errado dizer-se que Portugal tem mais greves do que outros países. João Proença diz que até tem menos. A diferença é que estão concentradas no sector empresarial do Estado ou na função pública e afectam mais a população do que o empregador.

in RR

terça-feira, 7 de abril de 2015

Metro de Lisboa - Sempre em Greve IX


Metro de Lisboa vai ter 25% da operação garantida em dia de greve (10/04/2015)

Tribunal arbitral decidiu definir serviços mínimos para a paralisação agendada para sexta-feira, dia em que também a Carris será afectada por uma greve.

Na greve agendada para a próxima sexta-feira, dia 10 de Abril, a Metro de Lisboa terá pelo menos 25% da operação assegurada entre as 7h e as 21h, já que foi esta a fasquia que o tribunal arbitral definiu como obrigatória num acórdão publicado no site do Conselho Económico e Social.

“No período entre as 7h e as 21h devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afectas ao transporte de passageiros, devendo, se e quando o resultado da aplicação daquela percentagem seja inferior à unidade, ser assegurado um serviço de circulação”, lê-se no documento.

O acórdão remete para um anexo, da autoria da Metro de Lisboa, em que se define que serão necessários 155 trabalhadores para assegurar a operação obrigatória, quando, num dia normal, estariam ao serviço 519 pessoas.

O árbitro nomeado em representação dos trabalhadores assina uma declaração de voto de vencido, em que escreve que “o direito à greve […] será violado pela estipulação de serviços mínimos”.

Regra geral, as estações de metro têm encerrado quando há uma paralisação deste tipo. No acórdão do tribunal arbitral do CES relativo à última paralisação de 24 horas na empresa, a 22 de Dezembro, não foram definidos serviços mínimos relativamente à circulação de composições.

Desta vez será diferente, embora o facto de os trabalhadores da Carris também terem agendado uma greve para este dia vá causar mais perturbações do que o habitual, visto que o serviço desta empresa tem sido reforçado em dias de paralisação na Metro de Lisboa. A decisão do tribunal arbitral em relação à Carris ainda não é conhecida.

Esta paralisação conjunta foi convocada para contestar a aprovação da subconcessão das duas empresas. Um processo que também será alvo de fiscalização sucessiva por parte do Tribunal Constitucional, na sequência do pedido feito nesta segunda-feira pelo Partido Socialista. 

Nota: já no passado dia 27 de Fevereiro tinham sido decretados serviços mínimos ... a greve foi desconvocada.

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Actualização (08/04/2015)
Alterada data da greve no metropolitano de Lisboa

Analisado o acórdão sobre serviços mínimos para o Metropolitano de Lisboa, as organizações responsáveis pela entrega do respectivo pré-aviso de greve, consideram que não estão garantidas as condições mínimas de segurança, no dia 10 de Abril, tendo em conta as características deste modo de transporte.
O acórdão estipula que têm que circular 25% das circulações, para transportar todos os utentes de um dia normal, colocando-os sem as condições mínimas de segurança em espaços limitados e sob o solo.
Lamentavelmente o governo, perante uma greve gera uma discussão sobre serviços mínimos, quando num acto responsável o que seria normal era a discussão de serviços máximos, através da negociação da resolução dos problemas que motivam as greves, mas este governo, com uma postura de quero, posso e mando, quer destruir o serviço público de transportes, para colocar as empresas ao serviço de interesses privados, com prejuízos para os utentes, para os trabalhadores e para o país.
Entretanto, a data da greve desta próxima sexta feira, foi alterada para o próximo dia 17.

Nota emitida pelas organizações de trabalhadores:
As Organizações Sindicais subscritoras do aviso prévio de greve do Metropolitano de Lisboa, EPE, referente ao dia 10 de Abril decidiram:
- Suspender a greve no Metropolitano do dia 10 de Abril, por entenderem não estarem reunidas as condições de transporte em segurança para os utentes e trabalhadores;
- Saudar a luta dos trabalhadores da Carris para a greve do mesmo dia; considerando-a um passo importante na luta contra a privatização;
- Lastimam que o Presidente do Conselho de Administração das referidas empresas utilize a Comunicação Social como veiculo de pressão sobre trabalhadores ao invés de tentar minimizar o conflito imposto pelo Governo e do qual é porta vós.
- Reafirmamos que continuamos disponíveis para encontrar as soluções, que permitam a resolução deste conflito.
P’ Sindicatos


in Fectrans